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Histórias com pessoas que conheci viajando

pessoas que conheci viajando

Eu tenho tantas histórias com pessoas que conheci viajando que fica até difícil escolher algumas para contar.

Eu faço muitos artigos informativos explicando o que fazer, como chegar ou onde se hospedar nos lugares.

E sinto falta de contar algumas histórias de viagens, que são sempre a melhor parte da experiência.

Por isso, hoje vou contar sobre pessoas que conheci viajando sozinha e que viraram amigas, explicando o que vivi com elas e como as nossas histórias foram se entrelaçando ao longo dos anos.

Eu realmente amo conhecer lugares. Mas o que faz os meus olhos brilharem são as pessoas que vêm junto com com os destinos.

Ana

Conheci a Ana através de uma carona de BlaBlaCar. Eu estava viajando pelo Sul e passei pouco mais de uma hora com ela conversando no carro enquanto me aproximava do meu próximo destino.

O papo foi tão bom que não paramos de falar nem por um minuto. A Ana me contou sua história de vida, que me identifiquei em muitos pontos, e descobri que ela iria de carro do Sul até o Nordeste.

Então estava viajando para o Nordeste para começar em um emprego de gerente em uma cidade que eu nunca havia ouvido falar: Icaraí de Amontada. Ela me disse que era pequena, mas bastante turística e que estava crescendo assustadoramente.

Trocamos contato e, ao longo dos meses, a Ana sempre me enviava fotos e vídeos do lugar em que ela estava, e eu fui me deslumbrando aos poucos. A vontade de conhecer aquele cantinho que minha amiga chamava de paraíso só crescia.

Até que um dia eu disse: Ana, eu vou. Peguei um voo para Fortaleza, depois cheguei a Icaraí de Amontada e passei uma semana na casa da Ana e de sua filha.

Eu vivi dias incríveis com uma pessoa que mal conhecia. Fui muito bem recebida, conheci diversos moradores locais e todos somaram esforços para que eu conseguisse fazer todos os passeios da região e tivesse a melhor experiência possível por lá.

Eu me senti muito querida e fiquei realmente amiga das pessoas que moram por ali. É claro que eu amei passear por aquelas praias paradisíacas. Mas conhecer a forma de vida daquelas pessoas e passar momentos tão incríveis com elas foi o que realmente fez eu me apaixonar pelo vilarejo.

Verónica

A Verónica é do Paraguai e eu a conheci em um hostel na Ilha do Mel, no Paraná. Só estávamos nós duas no quarto, então acabamos conversando bastante e saindo para passear juntas pela ilha.

A Vero era uma fotógrafa amadora e foi a pessoa que me iniciou no mundo da fotografia, o que faz eu ter um carinho ainda maior por ela.

Estávamos em uma paisagem muito bonita e ela me ensinou alguns conceitos básicos de ISO, velocidade e abertura. Eu fiquei tão encantada em observar os diferentes efeitos que aquelas mudanças davam nas fotografias que não demorei para comprar uma câmera para mim também. Desse dia em diante, comecei uma verdadeira história de amor com a fotografia.

E a Verónica fez parte disso. Nós também ficamos tão amigas que ela já veio para o Brasil mais duas vezes e passeamos juntas por aqui. Tive a oportunidade de conhecer amigas dela e também vivemos bons momentos juntas.

Nós estamos sempre em contato e eu já planejo minha ida ao Paraguai para visitar essa amiga e conhecer o país pelos olhos de uma verdadeira moradora.

Jorge

O Jorge eu conheci pelo Couchsurfing e foi uma das minhas primeiras experiências com o aplicativo. Tive a oportunidade de me hospedar com ele em Guimarães, em Portugal, e nossa conexão também foi instantânea.

O Jorge tem a idade dos meus pais e também possui uma filha com o meu nome de idade próxima à minha. Então nossa ligação foi quase paternal e sempre senti um carinho muito grande dele por mim.

O meu amigo é um grande viajante que já conheceu mais de 100 países e me contou histórias fantásticas. Eu adoro saber curiosidades culturais e, como ele já foi a muitos lugares pouco conhecidos, conversamos por horas sobre as particularidades de cada cantinho.

E, o melhor de tudo, ele também é um apaixonado pelo Caminho de Santiago de Compostela e já o fez mais de 5 vezes. Então tivemos muitos pontos em comum porque só quem faz o Caminho sabe a energia e sensação que ele passa.

Conhecer o Jorge e suas filhas foi um dos grandes prazeres dessa viagem e ficamos tão amigos que ele depois veio ao Brasil me visitar e percorrer o Rio de Janeiro com uma moradora apaixonada pela cidade.

Ele também conheceu os meus pais e ficou até amigo deles. No momento de ir embora se emocionou e todos já estávamos sentindo saudades.

O Jorge será sempre um amigo querido e bem-vindo em minha casa.

Nita

Mais uma que encontrei e reencontrei. Conheci a Nita na Chapada Diamantina. Nós duas estávamos fazendo um trabalho em um hostel em troca de hospedagem e acabamos morando no mesmo quarto por um mês.

A Nita me apresentou a cidade, as trilhas, as pessoas e até as fofocas do lugar. Eu gosto de ficar um tempo longo nas cidades porque tenho outra percepção sobre o destino, realmente entendendo como aquelas pessoas vivem e enxergam o mundo.

A Bahia já é diferenciada por si só. A Chapada Diamantina é quase outro mundo. E foi a Nita que me apresentou a ele.

Tivemos descobertas incríveis juntas, principalmente sobre nós mesmas. Vivemos o que queríamos, nos permitimos. E nada como estar em uma cidade longe de casa para você fazer o que quiser.

A família dela de Aracajú foi até a Chapada e também os conheci, todos muito simpáticos. Ficamos muito próximos e, meses depois, também fiz uma viagem para Aracajú a fim de rever minha amiga, sua família e conhecer o seu estado que era novo para mim.

Participei até de almoço com a família toda, conheci os bares da capital do Sergipe e tive a oportunidade de visitar até cachoeiras mais distantes no interior do estado.

Nós sempre trocamos mensagens e nos atualizamos sobre a vida uma da outra, torcendo pelo sucesso de ambas. E sucesso, para nós, é estar feliz.

Escrevo este artigo em janeiro de 2023 e devo encontrá-la novamente neste mês, dessa vez em São Paulo para visitarmos as praias e trilhas de lá.

As viagens sempre me presenteiam com pessoas incríveis. E eu sou muito grata por isso.

Sofía

A Sofía não é uma das pessoas que conheci viajando, ela que me conheceu durante uma viagem dela.

A Sof é uruguaia e veio para o Brasil a passeio para conhecer melhor o país e todas as nossas riquezas culturais.

Ela gostou tanto do Rio e dos passeios que fizemos quando a hospedei pelo Couchsurfing que resolveu se mudar para cá. Eu fiquei muito surpresa, mas animada com isso.

Ela alugou um apartamento perto de onde eu morava e veio viver no Brasil por alguns meses.

Nesse tempo, passamos ótimos momento juntas, sempre aproveitando praias, trilhas e longas conversas de intercâmbio cultural.

Eu aprendi muito sobre a forma de vida no Uruguai em minhas conversas com ela e também pude conhecer alguns dos seus amigos uruguaios que vieram visitar o Brasil em determinado momento.

Depois a Sofía se apaixonou em uma viagem para casa e decidiu voltar a morar no Uruguai. Será sempre uma pessoa que carrego com carinho e também pretendo visitar.

Rafael

Preciso ser sincera, eu conheci o Rafa no Tinder.

Estava morando por um mês em Florianópolis e usava o aplicativo para conhecer pessoas. O Rafa foi uma delas.

Ele era de São Paulo e também estava há pouco tempo em Floripa experimentando uma vida lá. Então essa coincidência foi muito legal porque aproveitamos para conhecer diversos lugares juntos, tanto trilhas e praias quanto bares e outros locais da noite da Ilha da Magia.

Eu e o Rafa estávamos em uma fase muito parecida de vida, ambos descobrindo nossa bissexualidade e entendendo tudo o que isso gera tanto dentro da gente quanto para a sociedade.

Então tivemos uma troca tão intensa e legal que acabamos ficando bons amigos e já nos reencontramos mais duas vezes.

Ele veio ao Rio de Janeiro e eu mostrei a ele a cidade pelos meus olhos e eu também fui a São Paulo e ele me mostrou alguns cantinhos de lá que eu nunca tinha ouvido falar e adorei conhecer. É sempre diferente visitar uma cidade com um morador local.

Atualmente ele mora na Espanha e já combinamos de nos encontrar por lá também em uma viagem que farei em breve.

O Rafael foi um presente de Florianópolis que eu imaginava que seria apenas uma aventura de Tinder e acabou se tornando um bom amigo que vou levar comigo para sempre.

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